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BC reduz Selic, mas juro do cartão resiste e bate 323% ao ano

- quarta-feira, 18 de julho de 2012

Brasil tem a maior taxa entre sete países da América Latina, diz Proteste; o segundo colocado, Peru, fica bem atrás, com juro de 55% ao ano

Hugo Passarelli, do Estadão.com.br

SÃO PAULO - Pagar apenas parte da fatura do cartão de crédito e acionar o gatilho do juro rotativo é um risco cada vez maior para o consumidor brasileiro. Estudo da Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Proteste), obtido com exclusividade pelo Estado, mostra que os juros anuais médios dessa modalidade subiram de 237,9% em janeiro para 323,14% em junho. No mesmo período, a Selic, a taxa básica de juros da economia, caiu de 11% para 8,5% (sem contar o corte da última reunião do Copom, para 8% ao ano).

De acordo com a pesquisa, o juro do cartão de crédito no Brasil é maior que em outros seis países da América Latina. O segundo colocado, o Peru, tem uma taxa de 55% ao ano, um sexto da praticada pelas financeiras e bancos brasileiros, seguido pelo Chile (54,24%) e Argentina (50%). Na outra ponta do ranking está a Colômbia, com juro anual do cartão de crédito em 29,23% (veja o ranking completo na tabela abaixo).

"Não há uma explicação econômica para isso. A partir do momento que a Selic cai, os juros ao consumidor deveriam acompanhar essa trajetória", afirma Hessia Costilla, economista da Proteste. O pagamento do chamado juro rotativo ocorre quando o consumidor não quita a totalidade da fatura do cartão. Depois disso, é como se o consumidor refinanciasse o restante da dívida, com a desvantagem de desembolsar juros altíssimos por isso.

Taxas anuais

 

País  Taxa Básica  Inflação  Taxa real  Taxa do cartão de crédito 
Brasil  8,5%   4,9% (*)   2,96%   323,14% 
Peru   4,25%  4%  0,24%  55%
Chile   5%  3,1%  1,84%  54,24%
Argentina   11,15%  9,9%  1,14%  50%
México   4,5%  4,3%  0,19%  33,8%
Venezuela   15,65%  21,3%  -4,66%  33%
Colômbia   5,37%  3,2%  2,1%  29,23%

 *taxa acumulada em 12 meses/Fonte: Proteste

Falta de concorrência e de educação financeira são os principais fatores que geram essa situação, avalia o professor da escola de economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Samy Dana. "Há poucos bancos e pouca informação, ninguém sabe o que significa pagar juros de mais de 100% ao ano", diz.

O aumento da inadimplência, um dos argumentos das instituições financeiras para a manutenção do juro alto, é descartado por Dana. "Esse é o negócio central dos bancos (fornecer ou não crédito), eles têm o poder discriminatório na concessão", diz. Assim, ele conclui, os bancos não deveriam repassar o prejuízo dos inadimplentes para aqueles que estão com as contas em dia.

A Proteste pesquisou as taxas praticadas por bancos (públicos e privados) e financeiras. São eles: Banco do Brasil, Banrisul, BMG, Bradesco, BV Financeira, Caixa Econômica Federal, Citibank, Itaú Unibanco, HSBC, Ibi, Losango, Panamericano e Santander.

Primeiro, foram levantados os juros das instituições financeiras pela internet. Depois, o órgão foi às agências para levantar quanto, de fato, é cobrado do consumidor quando uma conta é aberta. Procurados, Banco do Brasil e Bradesco disseram que não iam comentar o resultado da pesquisa. HSBC e Ibi informaram que não tinham porta-vozes disponíveis. As demais instituições não responderam o pedido de entrevista ou não foram encontradas.

Cheque especial

O cheque especial é outra modalidade que ainda apresenta custo elevado ao consumidor. Dados do Banco Central mostram que o juro médio anual dessa operação caiu apenas 3,82 pontos porcentuais em 13 anos. De maio de 1999 até o mesmo mês deste ano, a taxa passou de 173,27% para 169,45% ao ano. Para se ter uma ideia, nesse período, a Selic caiu 21 pontos porcentuais - de 29,50% para 8,5% ao ano (taxa de junho).

Os especialistas recomendam que os consumidores evitem o uso do juro rotativo ou cheque especial. "A pior coisa que o consumidor pode fazer é ficar devendo nessas duas modalidades. É preferível pedir um empréstimo, por exemplo", afirma Dana.

Mesmo entre as linhas de crédito que reduziram suas taxas, a Proteste sustenta que a redução do juro não veio desacompanhada. "Tivemos inúmeros apelos da presidência para forçar as instituições a baixar os patamares dos juros. Após isso tivemos vários anúncios de quedas dos tais juros, só que atrelados a inúmeras avaliações de relacionamento", diz o órgão na divulgação da pesquisa.

Na avaliação da Proteste, a transparência das informações bancárias também tem sido prejudicada desde que os bancos entraram na "corrida" pela redução dos juros. "Todos os bancos dizem que o consumidor tem de abrir conta, contratar cartão, cheque especial e receber o seu salário por essa conta para, assim, eles avaliarem qual a taxa de juros que será valida", conclui.

Fonte: Estadão.com.br / Economia e Negócios
Link: 
http://economia.estadao.com.br/noticias/suas-contas,bc-reduz-selic-mas-juro-do-cartao-resiste-e-bate-323-ao-ano,119532,0.htm

 

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Mercado derruba previsão de expansão do PIB para 1.90%

- segunda-feira, 16 de julho de 2012

Nesse ano, essa é a primeira previsão do boletim Focus que ficou abaixo de 2%

Dilma Rousseff: recentemente a presidente afirmou que uma grande nação tem que ser medida por aquilo que faz a suas crianças e adolescentes e não pelo PIB

São Paulo – O relatório Focus, que mede as expectativas do mercado, reduziu pela décima vez seguida sua projeção de crescimento do PIB em 2012. O mercado acredita que o PIB crescerá 1,90% esse ano.

Essa foi a primeira previsão do mercado de crescimento inferior a 2% em 2012. Na última semana, o boletim divulgado pelo Banco Central apontava uma expectativa de aumento de 2,01%. Na semana passada, a presidente Dilma Rousseff afirmou que uma grande nação tem que ser medida por aquilo que faz a suas crianças e adolescentes e não pelo PIB.

Os analistas mantiveram a expectativa para a Selic em 7,50% nesse ano. Na semana passada, a reunião do Copom fez a oitava redução consecutiva da taxa básica de juros, para 8%.

O mercado prevê que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) no final de 2012 ano terá alta de 4,87%. A previsão na semana anterior era de um aumento de 4,85%.

Fonte: Exame.com.br

Link: http://exame.abril.com.br/economia/noticias/mercado-derruba-previsao-de-expansao-do-pib-para-1-90

 

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Saint Paul realizará encontro com os coordenadores! Participe!

- sexta-feira, 13 de julho de 2012

Nos próximos dias 17 e 18 de julho de 2012 a Saint Paul Escola de Negócios realizará o encontro com os coordenadores do MBA Executivo em Crédito Saint Paul | Moody’s Analytics e dos cursos de Pós Graduação Certificates da Saint Paul respectivamente.

O encontro visa a um diálogo aberto para que todos os interessados tenham a oportunidade tirar dúvidas e conhecer a infraestrutura que a Saint Paul oferece.

Confira a Agenda e Participe!

17 de julho de 2012 - 19:00
Encontro com os coordenadores do MBA Executivo em Crédito Saint Paul | Moody’s Analytics

18 de julho de 2012 - 19:00
Encontro com os Coordenadores dos cursos de Pós Graduação Certificates

- Certificate in Finance – Pós-Graduação em Finanças
- Certificate in Financial Controlling – Pós-Graduação em Controladoria
- Certificate in Financial Markets – Pós-Graduação em Mercado Financeiro

Os encontros acontecerão na Saint Paul Escola de Negócios localizada na Rua Pamplona, n. 1616, portão 3, Jardim Paulista, São Paulo.

Para participar, envie um email para educacional@saintpaul.com.br ou ligue 11 3513-6901.

As vagas são limitadas !

A Saint Paul convida você a descobrir porque temos o melhor programa de Pós Graduação e MBA Executivo em Crédito do Brasil.

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Copom deve anunciar hoje 8º corte seguido dos juros

- quarta-feira, 11 de julho de 2012

Levantamento feito pelo AE Projeções mostra que 79 das 81 instituições financeiras consultadas acreditam que a taxa cairá 0,50 ponto, para 8% ao ano.

Fernando Nakagawa, da Agência Estado

BRASÍLIA - O Comitê de Política Monetária (Copom) deve anunciar, na noite desta quarta-feira, o oitavo corte consecutivo da Selic - a taxa básica de juros, atualmente em 8,50% ao ano - como mais um incentivo para reaquecer a economia. Levantamento feito pelo AE Projeções - da Agência Estado - mostra que 79 das 81 instituições financeiras consultadas acreditam que a taxa cairá 0,50 ponto, para 8% ao ano. Duas casas apostam em um corte menor, de 0,25 ponto.

A Selic é a taxa de juros que remunera os títulos públicos federais e é referência para os investimentos em renda fixa. Além disso, afeta o custo do crédito para as empresas e os consumidores.

Mas o consenso sobre o corte de juros não prevalece em relação aos próximos passos. Como o Brasil tem reagido de forma lenta aos diversos incentivos lançados, algumas instituições financeiras já preveem que o ciclo de redução da Selic - que para a maioria deve acabar em agosto - pode ser esticado até outubro.

"O crescimento moderado no País somado ao movimento de queda mais pronunciado que o esperado da inflação doméstica deverá oferecer suporte para o BC dar continuidade ao ciclo", diz o estrategista-chefe do Banco WestLB, Luciano Rostagno, que tem a mesma expectativa da maioria dos economistas.

Desde que o atual ciclo de redução começou em agosto do ano passado, a taxa caiu 4 pontos e, agora, está no menor patamar da história: 8,5%.

Reação econômica

Mesmo assim, em tempos de forte crise na Europa e Estados Unidos, a economia brasileira demora a reagir. Nem mesmo a verdadeira força-tarefa instalada pela equipe econômica - com corte de impostos, mais crédito e aumento de gastos públicos - parece fazer efeito e os prognósticos para a economia são cada vez mais pessimistas.

Por isso, uma parte dos analistas já trabalha com a perspectiva de que os cortes devem continuar até quase o fim de 2012. Das instituições ouvidas pela Agência Estado, nove esperam juro de 7% no fim do ano.

Na avaliação desse grupo, portanto, o juro deve cair 1,5 ponto nos próximos meses - incluindo a decisão esperada para hoje à noite. "O risco de crescimento baixo ainda está presente, e o BC provavelmente reagirá. Esperamos agora que a taxa Selic caia a 7%", diz em relatório o departamento de pesquisa econômica do Banco Itaú BBA.

A casa espera três cortes de 0,5 ponto nas reuniões de julho, agosto e outubro. Antes, previa que o ciclo terminaria no próximo mês, com juro em 7,5%.

Além da fraca atividade, o Itaú explica o juro mais baixo pelos preços que seguem bem comportados, sem grandes ameaças. "Sem dúvida, o IPCA menor do que o esperado em junho e uma economia global fraca apontam para inflação menor à frente."

A reunião do Copom programada para hoje será a primeira com a participação do novo diretor de assuntos especiais, Luiz Edson Feltrim. Agora, o rumo do juro será decidido por oito votos - sete diretores e o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini. Em caso placar dividido, Tombini tem o poder de desempatar.


Fonte: Estadão.com.br

Link: http://economia.estadao.com.br/noticias/economia,copom-deve-anunciar-hoje-8-corte-seguido-dos-juros,118920,0.htm

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FMI reduzirá previsão de crescimento global, diz Lagarde

- sexta-feira, 6 de julho de 2012

Segundo a diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional, as perspectivas econômicas serão inclinadas para o lado negativo; em abril, previsão de crescimento global foi de 3,5% para 2012

Danielle Chaves, da Agência Estado

TÓQUIO - A diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, afirmou que as previsões da instituição para o crescimento da economia global serão revisadas para baixo. Segundo Lagarde, as perspectivas econômicas estão "inclinadas para o lado negativo".

"Inclinada significa que não há uma enorme variação, mas é uma variação negativa", disse a autoridade em entrevista à imprensa em Tóquio, Japão, sem fornecer detalhes sobre quais regiões serão afetadas pela revisão.

As estimativas do FMI são reavaliadas trimestralmente. Na última atualização, em abril, o fundo previu que o crescimento global será de 3,5% neste ano, mais do que o avanço de 3,3% previsto em janeiro, e calculou alta de 4,1% em 2013, em comparação com o cálculo anterior de +3,9%. O próximo relatório será divulgado em 16 de julho.

Lagarde expressou preocupação com as perspectivas para a economia global enquanto a crise de dívida da zona do euro prossegue e pediu uma ação mais coordenada dos líderes dos EUA e da Europa. Ontem o Banco Central Europeu (BCE), o Banco da Inglaterra (BOE), o Banco do Povo da China (PBOC) e o Banco da Dinamarca anunciaram medidas de relaxamento monetário.

A diretora-gerente do FMI disse não saber se os movimentos foram coordenados, mas destacou que as ações globais mostram que "os bancos centrais estão enfrentando problemas similares". As informações são da Dow Jones.

Fonte: Estadão.com.br

Linkhttp://economia.estadao.com.br/noticias/economia%20internacional,fmi-reduzira-previsao-de-crescimento-global-diz-lagarde,118531,0.htm

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Empresas adotam discursos mais realistas na seleção de trainees

- quinta-feira, 5 de julho de 2012

Assuntos como jornadas longas de trabalho e não garantia de cargo gerencial são expostos logo no início.

São Paulo - Durante muito tempo, ser admitido como trainee era considerado sinônimo de efetivação garantida em um cargo gerencial e promessa de ascensão rápida dentro da companhia. Salários altos e vantagens sobre os demais colaboradores completavam o pacote para atração dos candidatos. Essa estratégia se provou fracassada. As empresas descobriram que esse tratamento diferenciado gerava ciumeira e os trainees nem sempre se mostravam prontos para assumir um cargo de gestor.

"Havia problemas de imaturidade e de inexperiência. O relacionamento com os demais funcionários ficava prejudicado e, consequentemente, o desempenho nas atividades também", explica Adriano Araújo, vice-presidente do Grupo Foco, consultoria que atua no recrutamento de trainees. Além disso, a promessa de carreira acelerada para os trainees esbarrava na meritocracia. Mesmo apresentando resultados inferiores aos de colegas em carreiras convencionais, a expectativa dos trainees era de promoção e aumento de salário em ritmo superior ao dos demais.

Esse quadro mudou. Nos últimos anos, as empresas vêm adotando um discurso mais realista. Na CPM Braxis Capgemini, companhia de TI que recruta 20 trainees a cada edição de seu programa, é deixado claro o que acontecerá após o término do treinamento, sem promessa de posições gerenciais. "não há vagas para todos e, mesmo que eles se sintam preparados para o cargo, nem sempre estão", diz Luciane de Campo Moda, gerente de treinamento e desenvolvimento da organização.

Houve um ajuste no mercado: o cargo gerencial, que era obtido automaticamente após o fim do programa, agora demora, em média, de um a dois anos para sair. Mas o tempo de empresa não é o único critério para a promoção. A meritocracia conta mais. "Para chegar a posições de liderança, os trainees têm de apresentar bom desempenho", afirma Isabela Garbers, gerente de recrutamento e seleção da AmBev, fabricante de bebidas.

As modificações não são apenas fruto de maior exigência por resultados. As companhias têm contratado cada vez mais trainees e não há vagas de gerente para todos assim que o programa se encerra. A Souza Cruz, fabricante de cigarros, detalha, ainda durante o processo seletivo, como é estruturada a carreira em suas diversas áreas. "Também informamos como é a rotina dentro de cada setor", diz Maria Paula Gonçalves, gerente de seleção. Na Ernst & Young Terco, empresa de auditoria, a dinâmica é parecida. "As chances existem, mas não são dadas, são conquistadas", afirma Armando Bordallo, diretor de RH da companhia.

Fonte: EXAME

Link: http://exame.abril.com.br/carreira/noticias/empresas-adotam-discursos-mais-realista-na-selecao-de-treinees

 

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Mercado reduz previsão do PIB em 2012 pela 8ª vez seguida, para 2,05%

- segunda-feira, 2 de julho de 2012

Expectativa é que o setor industrial lidere a desaceleração, com crescimento de 0,39% neste ano

Fernando Nakagawa, da Agência Estado

BRASÍLIA - O mercado financeiro reduziu pela oitava semana consecutiva a estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2012. De acordo com a pesquisa Focus, divulgada pelo Banco Central, a mediana das previsões para a expansão da economia brasileira neste ano caiu de 2,18% para 2,05%. A queda acontece no primeiro levantamento após a redução, na semana passada, da estimativa oficial do BC para o PIB em 2012, que passou de uma alta 3,5% para +2,5%. Há um mês, o mercado financeiro ainda esperava crescimento de 2,72% do PIB, maior expansão que a registrada em 2011 (+2,7%).

Para 2013, foi mantida a previsão de que a economia brasileira deve crescer 4,20%. O cenário, porém, é pior que o visto há quatro semanas, quando analistas esperavam alta de 4,50% do PIB no ano que vem. Entre os setores mais prejudicados pela desaceleração da economia, o segmento industrial lidera. Para o mercado financeiro, a produção da indústria deve crescer apenas 0,39% em 2012, ante previsão de 0,50% na semana passada. Um mês atrás, a estimativa estava em 1,15%. Para 2013, o mercado prevê recuperação do setor e a previsão para de crescimento da atividade industrial passou de 4,20% para 4,30%, agora em patamar superior aos 4,25% observados há um mês. Inflação A projeção de inflação medida pelo IPCA em 2012 recuou pela sétima semana seguida e passou de 4,95% para 4,93%. Há quatro semanas, a estimativa estava em 5,15%.

Para 2013, após duas quedas seguidas, a projeção não sofreu alteração e seguiu em 5,50%. Há um mês, estava em 5,60%. A projeção de alta da inflação para os próximos 12 meses não acompanhou as previsões para 2012 e 2013 e subiu ao passar de 5,48% para 5,50%, conforme a projeção suavizada para o IPCA. Há quatro semanas, estava em 5,50%. Nas estimativas do grupo dos analistas consultados que mais acertam as projeções, o chamado Top 5 da pesquisa Focus, a previsão para o IPCA em 2012 no cenário de médio prazo caiu de 5,02% para 5%. Para o ano seguinte, a estimativa manteve-se em 5,50% pela terceira semana seguida. Há um mês, o grupo apostava em alta de 5,24% e 5,85% para cada ano, respectivamente. Entre todos os analistas ouvidos pelo BC, a mediana das estimativas para o IPCA em junho - número que será conhecido na próxima sexta-feira - teve ligeira queda, de 0,18% para 0,17%, abaixo do 0,25% previsto há um mês. Para julho, a previsão subiu de 0,18% para 0,19%, ante 0,20% há quatro semanas. Juros A mediana das estimativas para o patamar da taxa Selic no fim de 2012 seguiu em 7,50% na pesquisa Focus divulgada nesta segunda-feira pelo Banco Central. Atualmente, o juro básico está em 8,50% ao ano. A pesquisa mostra ainda que analistas mantiveram a previsão de corte na reunião de julho de 0,50 ponto porcentual, para 8% em 11 de julho.

Depois, preveem os analistas, nova redução deve ser anunciada em agosto, quando o juro recuaria para 7,50%, nível em que ficaria até o fim do ano. A taxa voltaria a subir em 2013. Nesta pesquisa, a primeira após a divulgação do novo calendário das reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom) no próximo ano, o mercado sinaliza que a retomada do ciclo de alta deve acontecer em abril, quando o juro subiria 0,25 ponto, para 7,75%. Até a semana passada, o mercado esperava alta de 0,50 ponto em abril do próximo ano. Em seguida, em maio de 2013, o juro básico passaria a 8%.

O mercado prevê que o ciclo de alta continua até que o juro feche o próximo ano em 9%, projeção mantida pela terceira semana seguida. Um mês atrás, analistas projetavam taxas de 8% e 9,38% para o fim de 2012 e 2013, respectivamente. A pesquisa mostra ainda manutenção das expectativas para o juro médio neste ano em 8,53%. Para 2013, foi reduzida a previsão de Selic média de 8,17% para 8,13%, a 14.ª semana seguida de queda da estimativa. Quatro pesquisas antes, analistas esperavam juro médio de 8,72% em 2012 e de 8,75% no ano que vem. Analistas reduziram ainda a previsão para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB em 2012, de 35,70% para 35,65%.

Para 2013, a projeção subiu de 34% para 34,50%. Há quatro semanas, as projeções estavam em, respectivamente, 35,85% e 34,25% do PIB para cada um dos dois anos.

Disponível em: Estadão.com.br

Link: http://economia.estadao.com.br/noticias/economia,mercado-reduz-previsao-do-pib-em-2012-pela-8-vez-seguida-para-205,117963,0.htm

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