Feedback é o maior desafio do gestor, diz o RH. A resposta foi levar a liderança para a sala de aula

Raphaela Seixas

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30 de outubro de 2026

Idosos no setor de tecnologia, mercado de trabalho

(Getty Images)

Na TSA Cargo, a área de desenvolvimento humano tem um diagnóstico claro sobre o maior desafio da liderança: convencer o gestor de que o feedback importa. Foi com esse problema em mente que supervisores de frota, líderes comerciais, da controladoria e de gente e gestão da empresa trocaram a rotina da operação pela sala de aula.

O programa, desenhado pela Saint Paul Escola de Negócios no formato In company, ocupou dois dias. No primeiro, o grupo estudou gestão financeira e gestão de resultados, com temas como a leitura do DRE. No segundo, o foco foi o papel da liderança em equipes de alta performance, com autoconhecimento, feedback e plano de desenvolvimento individual (PDI).

Antes de liderar o outro, conhecer a si mesmo

A aula de liderança partiu de uma premissa que inverte a ordem habitual dos treinamentos de gestão: antes das ferramentas, vem o próprio líder.

“A liderança estratégica começa em conhecer e reconhecer as suas equipes. Conhecer o outro inicia no seu autoconhecimento”, diz Simone Penteado, professora de liderança da Saint Paul. Para ela, o autoconhecimento é a base para que o gestor consiga se relacionar com quem lidera.

Monica dos Santos, coordenadora de RH da TSA Cargo, resume o conteúdo em três frentes: desenvolvimento de pessoas, feedback e PDI. Na avaliação dela, são ferramentas que apoiam o desenvolvimento de todos na empresa, e não só de quem ocupa cargos de gestão.

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O feedback como ponto de virada

Se a teoria de liderança é conhecida, a prática esbarra num hábito difícil de criar. É aí que a área de desenvolvimento humano da TSA Cargo concentra a sua expectativa sobre o programa.

“O maior desafio que nós temos dentro da organização é conscientizar o gestor da importância do feedback”, diz Viviane Ferreira, analista de desenvolvimento humano da TSA Cargo. Segundo ela, o dia de aula esclareceu diversos pontos sobre o tema e deve funcionar como um diferencial para a empresa.

Isabela Amaral, líder da controladoria, conta que o treinamento ensinou o grupo a trabalhar a liderança em alta performance e a aplicar o mesmo raciocínio dentro do próprio time.

Do DRE ao preço certo

O primeiro dia, dedicado a finanças, teve efeito direto em quem lida com cliente. Para a área comercial, entender resultado é condição para negociar bem.

“Cem por cento do conteúdo pode ser colocado em prática de forma imediata”, diz Ederson Nascimento, supervisor comercial da TSA Cargo. Ele cita a aplicação do feedback, o acompanhamento e o monitoramento do próprio desempenho como líder. Sobre a gestão financeira e de resultados, afirma que o conteúdo é extremamente importante para precificar com qualidade e entender qual é o perfil de cliente desejado.

Para Aline Scremim, gestora de gente e gestão da TSA Cargo, sair do ambiente da empresa fez diferença. Num espaço corporativo e com professores dinâmicos, diz ela, temas considerados difíceis por parte do grupo, como o DRE, ficaram mais acessíveis.

Katia Machado, supervisora de frota, descreve a sequência dos dois dias como uma evolução: as finanças abriram a cabeça do grupo para o foco em resultado, e a liderança veio em seguida. “O curso de liderança nunca sai de moda. É um tema que está ali, todos os dias a gente tem que aprender um pouquinho”, diz.

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